André Janones pode se candidatar a presidente da República em 2022

O deputado federal André Janones (Avante) cogita ser candidato a presidente da República nas eleições de 2022 e diz contar com o apoio do seu partido para isso. Na avaliação dele, o sucesso do mandato e o alcance nas redes sociais, que segundo o parlamentar chega a quase 50 milhões mensais, não apenas lhe dão o direito, mas o obrigam a apresentar um projeto nacional.

“Eu não tenho mais esse direito de olhar para esse público e dizer ‘olha, projeto nacional vocês escolham o melhor’. Então o nosso grupo vai apresentar um projeto de Brasil, um projeto nacional, nas eleições de 2022”, afirma o deputado.

Janones afirma que a elaboração desse plano deu origem a especulações que ele seria candidato ao Palácio do Planalto. “Posso me candidatar? Posso. Vou me candidatar? Não sei”, diz, acrescentando que a possibilidade é real.

Se não sair candidato para presidente, a opção será tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados, onde considera que poderá discutir e apresentar suas propostas para o país. Fora isso, o deputado descarta concorrer a outros cargos nas próximas eleições.

Janones diz que pretende manter as ações na área da saúde que vem sendo realizadas pelo presidente Jair Bolsonaro —  com exceção da gestão da pandemia — , mas aumentar os investimentos. Já na educação e no meio ambiente ele considera que o governo federal promoveu um desmonte que precisa ser corrigido. “A pior herança que o presidente Bolsonaro vai deixar é nessas duas áreas”, diz.

Uma das propostas do deputado é criar um auxílio permanente para os mais pobres, cujo valor ainda não foi definido, mas deve ficar entre R$ 400 a R$ 800 segundo estudos contratados por ele. O objetivo é diminuir a desigualdade no Brasil. 

“A gente mostra que nenhuma área do governo vai ser desassistida e o quanto que volta em impostos. ‘Ah, Mas e os empresários e as pessoas que têm mais recursos?’ Se você investe nos mais pobres, você está investindo no rico: a empresa dele vai vender mais, o supermercado vai vender mais e assim por diante”, explica.

André Janones afirma que, assim como nas eleições de 2018 onde diz não ter apoiado nem Bolsonaro nem Haddad, ele é independente tanto do governo como da oposição. Ele faz duas avaliações sobre o governo do presidente: regular “caminhando para bom” antes da Covid-19, mas “catastrófica” na gestão da pandemia.

“O governo federal foi responsável por pelo menos 250 mil das 500 mil mortes que a gente está prestes a alcançar. A lentidão na vacinação, o estímulo ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada e, principalmente, o mau exemplo que o presidente tem dado”, diz.

Para Janones, ele é o único nome colocado na disputa pela presidência que incomoda a base bolsonarista. “Se eles forem bater de frente com o Lula é só falar de ideologia de gênero e que o PT quer liberar a pedofilia, que todo mundo cai na lábia deles e esmagam o Lula. O Ciro pega aqui, ataca ali”.

“Eu sou o único dos nomes ventilados que tem coerência. Que critica quando tem que criticar e elogia quando tem que elogiar”, conclui o deputado federal.

Via O Tempo

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