Fim das coligações vai exigir mais articulações dos diretórios maranhenses

O Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2021 com mudanças eleitorais, mas rejeitou o retorno das coligações em eleições para o Legislativo. A aprovação de apenas parte da PEC original, sem possibilidade de nova votação pelos deputados, reduziu o impacto do projeto.
A retirada das coligações do texto foi uma sugestão da relatora da PEC no Senado, Simone Tebet (MDB). A parlamentar argumentou que esse tipo de aliança distorce o sistema proporcional, por permitir que partidos menores, elejam representantes com votação de partidos maiores. Também deturpa a vontade do eleitor, cujo voto em um concorrente pode eleger outro, de legenda coligada e ideologia oposta.
O retorno das coligações, porém, era uma reivindicação de partidos pequenos. Para eleger mais parlamentares, essas legendas dependem das alianças. Suas chapas ao Legislativo têm poucos votos, embora alguns candidatos sejam bem votados.
A confirmação do fim das coligações vai exigir mais articulações dos diretórios maranhenses. Os partidos e seus presidentes terão que montar coligações com um maior número de pré-candidatos para garantir a eleição do maior número possível.
O fim das coligações representa também uma possível aglutinação de pré-candidatos em poucas legendas. As menos competitivas, certamente, não terão uma quantidade expressiva.

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